quinta-feira, 21 de maio de 2015

A NOVA CORRENTE SOBRE A EDUCAÇÃO

Quando vou ao médico com os meus filhos ouço muitas vezes como diagnóstico "está com uma virose" e saio de lá com mesma medicação que estava a usar antes e sem saber o que têm concretamente. Com todo respeito pela profissão médica, até porque foi a que me alimentou até me tornar adulta, fico com a sensação que quando um médico não sabe do que se trata, diz que é uma virose. Mas que virose? Como se chama o vírus? Como se transmite?

Transpondo essa situação para a educação, parece-me que acontece o mesmo. Tenho ouvido falar muitas vezes de crianças que têm défice de atenção ou que são hiperativas. Este tema despertou especialmente o meu interesse depois que o Tomás teve que passar a ser seguido por um conjunto de psicólogos que dizem que tem um QI muito acima da média mas que tem que trabalhar a parte social para que futuramente consiga concentrar-se e ter um bom desempenho na escola. Quando soube disso passei a fazer-me a seguinte pergunta: O que faz com que um miúdo inteligente, bem alimentado, com amor, que é compreendido, tenha pouca capacidade de se focar? E comecei a pesquisar, achando que estaria sozinha neste tema, já estandardizado pela sociedade.

Para minha surpresa, encontrei inúmeras teorias sobre o assunto que convergem todas para uma critica à educação, que atualmente está uniformizada e não trabalha verdadeiramente os talentos que cada criança tem individualmente, isto é, neste sistema educativo só são considerados bons alunos aqueles que tem boas notas a determinadas disciplinas e só dão especial atenção à parte racional, quando a emocional também faz parte do nosso todo. E mais, que o problema não é dos educadores pois estes acreditam que os alunos não querem mais do que já é oferecido atualmente.

Segundo Claudio Narrando, um psiquiatra com 75 anos que afirma ter estado adormecido até aos 60 anos, "a educação não está ao serviço da evolução humana e sim da produção ou da socialização",  e defende que "a educação que temos rouba dos jovens a consciência, o tempo e a vida" e que o mundo está em profunda crise por não termos a educação voltada para a consciência e para trabalharmos o potencial do que realmente poderíamos vir a ser.

Sir Ken Robinson, é um autor, palestrante e consultor internacional em educação e diz "que as escolas
matam a criatividade", vejam este vídeo duma palestra que deu num TEDx.

Resumindo, a educação força os alunos a uma educação irrelevante  e estes se defendem com distúrbios de atenção e com a desmotivação.



Gostava muito de saber a vossa opinião sobre este tema e o interesse que tem para cada um.











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