COMO UM PAI PODE AVALIAR DE UMA FORMA VERDADEIRA A RELAÇÃO COM O SEU FILHO

Estamos na época dos exames dos minis e de sabermos os resultados de um ano de dedicação, trabalho e estudo. 

Aqui por casa, apesar do Tomás e da Pilar ainda não estarem nessa fase, é um assunto que desperta a minha atenção. Em primeiro lugar por causa da tensão e da ansiedade que vejo toda esta situação provocar nas crianças – também já fui uma e lembro-me de querer sempre tirar boas notas e ficar su-per-ner-vo-sa com o resultado. Por isso, uma das grandes causas para esse sentimento atribuo ao desejo dos minis fazerem tudo para irem de encontro às expetativa dos pais em relação aos resultados. Em segundo lugar, porque vejo existirem sempre parâmetros dentro do sistema para avaliar uma criança. Parâmetros esses que se refletem socialmente, por exemplo se uma criança é considerada boa aluna, geralmente é referenciada pelos pais como sendo um bom filho. E pergunto-me, e os adultos? Somos muita vezes avaliados no desempenho profissional mas enquanto pais, somos avaliados? 



Outra questão pertinente no desempenho de uma criança é o tempo que passam com os pais e como isso pode vir a influenciar os resultados da escola. Com frequência, na nossa sociedade a mulher ainda é sobrecarregada com tarefas, o que faz com que haja menos tempo para poder estar com os filhos. Os homens ainda encontram-se numa fase de criar consciência de que o seu papel  já não é o que era, porque a mulher agora também trabalha. Nos dias de hoje, o correto são as tarefas serem partilhadas por ambos os pais, incluindo a educação e assistência às crianças.

Existem também casos de pais que referem o “tempo de qualidade” como sendo o mais importante. Mas será que o tempo de qualidade está mesmo a ter a qualidade necessária?

Para concluir este tema, nada mais real e verdadeiro para um pai que receber um boletim de avaliação do seu desempenho preenchido pelo seu filho e, desta forma, ter a possibilidade de ficar a conhecer os pontos fortes e os que são necessários serem trabalhados. Para isso, partilho convosco uma ideia de um Boletim do Pai feita por autor desconhecido e que adorei. 


BOLETIM DO PAI (escala de 0 a 20).

Pelo tempo que o pai dedica a conversar comigo antes de dormir: 
Pelo tempo que o pai dedica a brincar comigo: 
Pelo tempo que o pai dedica a ajudar com as tarefas: 
Pelo tempo que o pai dedica a passear com a família: 
Pelo tempo que o pai dedica para ler um livro para mim antes de dormir: 
Pelo tempo que o pai dedica a abraçar e a beijar: 
Pelo tempo que o pai dedica a assistir televisão comigo:
Pelo tempo que o pai dedica a escutar as minhas dúvidas e questões: 
Pelo tempo que o pai dedica a ensinar coisas e ajudar nos trabalhos de casa: 

MÉDIA:

Será que o resultado vai ser parecido com o resultado do Boletim do seu filho? Acha que podemos exigir que uma criança seja boa aluna, se o seu resultado enquanto pai for fraco?
Ficam estas questões para reflexão. 😉





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